Artesanato

Cabeceiras é uma terra de gente laboriosa que ao longo dos tempos foi tirando proveito dos recursos endógenos e fazendo artefactos, alfaias, vestuário, entre outros artigos que diariamente contribuissem para o seu bem estar.

Por isso, nas comunidades mais montanhosas deste concelho onde existe um sistema de agricultura interligado com a vida pastoril, até há relativamente pouco tempo, quase tudo do que necessitavam para a subsistência, era extraído do meio, desde a casa ao vestuário, passando pelo alimento e utensílios.

Verifica-se grande riqueza na variedade de objectos artesanais, tais como, os cestos feitos em madeira, perneiras em junco, carros de bois, alfaias agrícolas em madeira, tecelagem de linho como colchas, panos e toalhas, meias e cobertores de lã.

No concelho de Cabeceiras de Basto, o artesanato incide em trabalhos de madeira (Refojos, Basto e Arco de Baúlhe), em pipos, tonéis e barricas (Faia), em lãs e linhos para a confecção de tapetes, mantas e cobertores (Bucos), o linho para panos e colchas (Pedraça e Abadim), carpintaria, designadamente escanos, masseiras, carros de bois, cangas e jugos e os trabalhos em verga e vime (os cestos, acafates e gigas).

O artesanato é um importante meio de expressão do património cultural do concelho. É importante referir os trabalhos de lã, nomeadamente as mantas do barroso, as capuchas para abrigo dos pastores e as típicas colchas, que se fabricam na freguesia de Bucos, a cestaria e trabalhos de verga e vime na freguesia de Outeiro, a latoaria e os trabalhos em couro na freguesia de Refojos e ainda a tanoaria nesta e nas freguesias da Faia e Basto, artes domésticas agrícolas de lavradores e artesãos com vivência comunitária.

Um rico e variado artesanato que hoje subsiste com uma nova função, mais decorativa que utilitária, mas obedecendo às mesmas técnicas tradicionais.

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